A criança e o exercício de descoberta do mundo
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
"Os tesouros de Monifa" / Sonia Rosa (texto) e Rosinha (ilustrações)[/caption]
Como a gente fica bastante tempo juntos a gente lê o tempo inteiro. Os livros de culinária estão cheios de migalhas e farinha, pois lemos quando vou fazer o jantar. Às vezes - nos infantis em especial -, a gente troca umas migalhas no texto para evitar os estereótipos e preconceitos.
O que mais lembro da minha infância é dos meus pais contando histórias inventadas, mas, em especial minha mãe, que repetia com alterações as mesmas histórias. Também gosto de inventar, e eles pedem com frequência para que eu co nte histórias de quando eu era pequeno e histórias do sítio em que os avós moram.
No fundo a gente se ilumina como a boitatá: do brilho dos olhos das outras pessoas, então, como a gente lê bastante em casa é muito natural que eles [as crianças] gostem dos livros, de pesquisar no google, de ler manuais, de ler cartas de pokemon.
O que eu mais tenho gostado de ler inclusive são as cartas que Nina [a filha mais nova, de 3 anos] escreve praticamente todo dia na escola para mim, geralmente assinadas com um "F".
Fabricio Remigio, 35 anos, fotógrafo, pai de um menino de 5 e de uma menina de 3.
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
Foi só aos 40 anos que Claudia tirou da gaveta o sonho de ser professora. E hoje, 16 anos depois, além de dar aulas de redação, ela é criadora de um Clube do Livro em Caruaru (PE)
'A vovó da minha avó' e 'Nosso lago' trazem formas de lidarmos com a ausência que fica depois da morte - e mostram com delicadeza como honrar a memória dos que vieram antes de nós