A criança e o exercício de descoberta do mundo
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
"Poemas da minha terra tupi" / Maté (texto e ilustrações)[/caption]
Em Poemas de minha terra tupi, a francesa radicada no Brasil Marie-Thérèse Kowalczyk - a Maté - faz uma homenagem à cultura e aos povos indígenas. A dedicatória que abre o livro - "À memória daqueles que um dia pisaram este chão e inventaram as palavras mais belas para falar de nossa terra" - dá pistas do que virá na sequência.
Em 14 poemas, Maté tece uma narrativa sobre a origem tupi de muitas das palavras do cotidiano, como Mantiqueira, Jaçanã, Tatuapé, pororoca. Vai brincando com os sentidos - os originais, os atuais, os trocadilhos, como em Tatuapé -e, assim, restaura no imaginário o lugar da cultura dos povos originários.
Quem nomeia as coisas também conta as histórias. Quem conta as histórias se faz ouvir. Os povos indígenas, por muito tempo invisíveis e sem palavra, sem voz, sem fala, aparecem aqui não como os donos de mitos e lendas folclóricos, mas como aqueles que inventaram um pouco do nosso mundo e da cultura que é nossa também. Nos poemas, reconhecemos que eles também somos nós.
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
Foi só aos 40 anos que Claudia tirou da gaveta o sonho de ser professora. E hoje, 16 anos depois, além de dar aulas de redação, ela é criadora de um Clube do Livro em Caruaru (PE)
'A vovó da minha avó' e 'Nosso lago' trazem formas de lidarmos com a ausência que fica depois da morte - e mostram com delicadeza como honrar a memória dos que vieram antes de nós