Planejamento de Leituras do ano: o que é preciso considerar?
Cada coordenador pedagógico e professor tem seu próprio processo para desenhar o percurso das leituras. Mas há alguns fatores que precisam ser levados em conta
"Caos!" / Lilli L'Arronge (texto e ilustrações)[/caption]
Em Caos!, a ilustradora Lilli L'Arronge brinca com a perspectiva e com a imaginação ao mesmo tempo. Bruno, o protagonista, acabou de comer uma banana. A casca, ele jogo no chão. Neste momento, sua irmã mais velha chega questionando sua atitude: não se pode jogar a casa no chão!, diz ela. Ao que ele pergunta: por quê?
A resposta vem em imaginação: se o homem tropeçar, a senhora vai cair; se a senhora cair, o pintor ficará sem escada; se pintor ficar sem escada... o confusão imaginada é crescente: porcos fogem, prédio pega fogo, carros batem.
Essa imaginação, no entanto, não é colocada em palavras, mas em imagens - coloridas, expressivas, divertidas, bem-humoradas. Usando recursos de cartoon, como os "balões" para expressar um pensamento, a autora vai ampliando cada vez mais a imaginação dos irmãos, aumentando as cenas descritas e mudando as perspectivas dessas cenas. O que antes era apenas um pé escorregando, vira um homem caindo quando se amplia o olhar.
Dois recursos narrativos se misturam - o texto e a imagem - para compor um livro de gênero híbrido: não é um livro ilustrado apenas, nas também não é apenas um cartoon. Em algum momento, os gêneros se fundem, e os balões tomam a página toda, onde não se diferencia mais o que é pensamento do que é a realidade narrada no livro ilustrado. Do mesmo modo, imaginação e realidade se misturam no pensamento das crianças: "mas, na realidade, essas coisas não acontecem. Ou acontecem"?
Cada coordenador pedagógico e professor tem seu próprio processo para desenhar o percurso das leituras. Mas há alguns fatores que precisam ser levados em conta
Os livros infantis estão mostrando cada vez mais diferentes tipos de famílias - ainda bem! Veja obras que fazem isso muito bem:
Entre o sangue e o sobrenome, entre os pais escolhidos e a origem biológica, há perguntas, expectativas e o desejo de construir a própria identidade. Vamos falar sobre isso com as crianças?