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"Aminata, a tagarela" / Maté (texto e ilustrações)[/caption]
Aminata é uma menina alegre, curiosa, perguntadeira e... falante. Filha de um tecelão, ela quer aprender a tecer também. Mas, entre sua gente, tecer é uma tarefa masculina. Às mulheres, cabe pintar segredos nos tecidos, como explica a Aminata a sábia Nakuntê, sua avó.
O povo Bamana acredita que tecer fios é como tecer palavras e histórias. Por isso, Aminata não é bem-vinda falando e perguntando entre os homens tecelões, onde ela vai encontrar seu pai. A metáfora da tecelagem como construção de narrativa, que aparece nas lendas do Mali, país africano aqui representado pelas aquarelas coloridas e expressivas de Maté, é recorrente em muitas culturas.
No Mali, a pintura dos tecidos cabe às mulheres, aquelas que têm os segredos e as respostas dos mistérios. Se os homens falam e narram - tecendo palavras e tecidos -, são as mulheres que registram, pesquisam, dominam o inconsciente e o mundo do sensível. Uma história repleta de simbologia sobre duas forças complementares e que revela lindamente a sabedoria de um povo.
Antes do final emocionante, o leitor ainda vai conhecer várias histórias, como o mito envolvendo o Djoliba - o rio Níger.
Maté, que assina também o texto, é uma artista plástica francesa radicada no Brasil, pesquisadora da cultura e das tradições de diversos povos originários. A delicadeza de seus traços também pode ser encontrada em seus textos e na sensibilidade com que seleciona e recria as histórias que conta.
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Com texto de Eoin McLaughlin, ilustrações de Guilherme Karstenum, é livro que faz pensar sobre o caminho de tantos produtos que chegam até nós. E que muitas vezes não temos nem ideia de como vieram parar aqui.
Há um elemento que conecta o nosso São João a tantas outras celebrações deste e de outros tempos: o fogo. Resgatamos as origens desse festejo que torna junho um dos meses mais queridos pelos brasileiros