Planejamento de Leituras do ano: o que é preciso considerar?
Cada coordenador pedagógico e professor tem seu próprio processo para desenhar o percurso das leituras. Mas há alguns fatores que precisam ser levados em conta
O Boto, personagem de "Quem matou o saci?" / Alexandre de Castro Gomes (texto) e Cris Alhadeff (ilustrações)[/caption]
A partir disso, a detetive Billy Conrado e seu colega Joaquim de Jeremias, que narra a história, vão investigar quem é o culpado seguindo de uma curiosa lista de suspeitos: Caipora, Boto, Cabeça de Cuia, Pisadeira, Papa-Figo (ou Velho do Saco)...
Personagens conhecidos - e nem tão conhecidos assim - do folclore são apresentados ao leitor por intermédio de sua "ficha criminal" e do interrogatório que a dupla de detetives faz com as criaturas ao longo do livro.
Com muito humor e suspense, no melhor estilo livro policial, a narrativa vai dando pistas, costurando possibilidades e dando a conhecer personagens curiosos que teriam algum motivo para cometer um crime contra o pobre Saci Perereira.
Aliás, o próprio Saci é apresentado por sua "ficha", desenhada com cores, fotos e formas irreverentes por Cris. As ilustrações, nesta obra, apresentam os suspeitos e "catalogam" suas, digamos, qualidades, imitando a estética de um processo criminal.
Ao mesmo tempo em que apresenta o Saci e os suspeitos, o livro também mostra três formas diferentes e contar uma história: a narração de Jeremias, a narrativa dos interrogados e nas fichas de interrogatório.
O livro é um divertido e instigante convite aos leitores para que descubram não apenas a identidade do verdadeiro culpado, mas, especialmente, a riqueza do nosso folclore, das nossas histórias, da nossa cultura.
Cada coordenador pedagógico e professor tem seu próprio processo para desenhar o percurso das leituras. Mas há alguns fatores que precisam ser levados em conta
Os livros infantis estão mostrando cada vez mais diferentes tipos de famílias - ainda bem! Veja obras que fazem isso muito bem:
Entre o sangue e o sobrenome, entre os pais escolhidos e a origem biológica, há perguntas, expectativas e o desejo de construir a própria identidade. Vamos falar sobre isso com as crianças?