"É benção e maldição": a fórmula do sucesso de Susanne Strasser
A autora conversou com o Blog Letrinhas sobre os contos acumulativos que viraram sua assinatura, seus últimos lançamentos e sua passagem pelo Brasil
O Boto, personagem de "Quem matou o saci?" / Alexandre de Castro Gomes (texto) e Cris Alhadeff (ilustrações)[/caption]
A partir disso, a detetive Billy Conrado e seu colega Joaquim de Jeremias, que narra a história, vão investigar quem é o culpado seguindo de uma curiosa lista de suspeitos: Caipora, Boto, Cabeça de Cuia, Pisadeira, Papa-Figo (ou Velho do Saco)...
Personagens conhecidos - e nem tão conhecidos assim - do folclore são apresentados ao leitor por intermédio de sua "ficha criminal" e do interrogatório que a dupla de detetives faz com as criaturas ao longo do livro.
Com muito humor e suspense, no melhor estilo livro policial, a narrativa vai dando pistas, costurando possibilidades e dando a conhecer personagens curiosos que teriam algum motivo para cometer um crime contra o pobre Saci Perereira.
Aliás, o próprio Saci é apresentado por sua "ficha", desenhada com cores, fotos e formas irreverentes por Cris. As ilustrações, nesta obra, apresentam os suspeitos e "catalogam" suas, digamos, qualidades, imitando a estética de um processo criminal.
Ao mesmo tempo em que apresenta o Saci e os suspeitos, o livro também mostra três formas diferentes e contar uma história: a narração de Jeremias, a narrativa dos interrogados e nas fichas de interrogatório.
O livro é um divertido e instigante convite aos leitores para que descubram não apenas a identidade do verdadeiro culpado, mas, especialmente, a riqueza do nosso folclore, das nossas histórias, da nossa cultura.
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