A criança e o exercício de descoberta do mundo
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
"Catando piolhos, contando histórias" / Daniel Munduruku (texto) e Maté (ilustrações)[/caption]
Depois de um dia de atividades, voltar para casa era sempre uma alegria, conta. A mãe sempre tinha um colo afetuoso e conversas gostosas enquanto catava os piolhos das crianças que chegavam. Era momento também de nadar e brincar nos igarapés, lavar o corpo para receber a noite, sentar-se em família junto da fogueira.
Os adultos, conta ele, sempre ouviam com interesse - e perguntas - as histórias das crianças. E iam, assim, partilhando saberes e lendas, explicações e filosofia, ensinamentos e a cultura de um povo que dá a criança, aos idosos e à natureza um profundo respeito.
Enquanto conta a vida dos pequenos - e borra as fronteiras entre o que é memória e invenção -, Munduruku resgata e reconta histórias clássicas de seu povo, compartilhando saberes ancestrais e de sua gente e mostrando que as diferenças também guardam profundas semelhanças.
Um livro riquíssimo sobre amizade, família, descoberta do mundo, ilustrado com os traços e cores da premiada Maté.
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
Foi só aos 40 anos que Claudia tirou da gaveta o sonho de ser professora. E hoje, 16 anos depois, além de dar aulas de redação, ela é criadora de um Clube do Livro em Caruaru (PE)
'A vovó da minha avó' e 'Nosso lago' trazem formas de lidarmos com a ausência que fica depois da morte - e mostram com delicadeza como honrar a memória dos que vieram antes de nós