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"A verdade segundo Arthur" / Tim Hopgood (texto) e David Tazzyman (ilustrador)[/caption]
Na história, a mãe de Arthur é clara: ele não poderia usar a bicicleta do irmão mais velho. Mas, todo mundo já foi criança e sabe como é, Arthur não resistiu. Teria sido só uma voltinha, não fosse um pequeno incidente. No passeio, Arthur acabou riscando o carro estacionado em frente de sua casa.
A partir daí, Arthur e a Verdade tomam caminhos quase opostos. Para disfarçá-la, o menino recorre à imaginação e a histórias cada vez mais fantasiosas e mirabolantes. Tudo para que a mãe não descubra que ele a desobedeceu.
A Verdade surge como uma personagem: ganha rosto, corpo, expressões. Nos pincéis de Tazzyman, ela cresce ou se apequena, aparece ou fica escondidinha. O diálogo entre as ilustrações e o texto é essencial, porque as imagens complementam e ampliam o sentido da narrativa. Ora Arthur e a Verdade fazem as pazes, ora estão em pontos opostos da narrativa.
Os recursos visuais ampliam o sentido e mensagem da obra. Enquanto a realidade é construída em tons de branco e cinza, a mentira é colorida; a verdade, por sua vez, é cinza, pequena, murcha, tímida. Será que é assim que a mentira nos parece nas horas de sufoco?
Sensível, a obra não julga Arthur, ao contrário, expõe sua perspectiva e nos faz perceber que, por trás de uma mentira também bate um coração. Será preciso sempre ser duros e rígidos para compartilhar valores éticos com os pequenos -ou podemos agir na base do afeto para clarear as fronteiras entre é o que ou não aceitável eticamente?
Trata-se de uma narrativa divertida, irreverente e poética sobre a descoberta de si e do mundo, os valores éticos e a relação disso tudo com a família, temas essenciais na infância.
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Com texto de Eoin McLaughlin, ilustrações de Guilherme Karstenum, é livro que faz pensar sobre o caminho de tantos produtos que chegam até nós. E que muitas vezes não temos nem ideia de como vieram parar aqui.
Há um elemento que conecta o nosso São João a tantas outras celebrações deste e de outros tempos: o fogo. Resgatamos as origens desse festejo que torna junho um dos meses mais queridos pelos brasileiros