Planejamento de Leituras do ano: o que é preciso considerar?
Cada coordenador pedagógico e professor tem seu próprio processo para desenhar o percurso das leituras. Mas há alguns fatores que precisam ser levados em conta
Um bom exemplo é Pedro Malasartes, cuja aparição é recorrente na tradição oral tanto da América Latina quanto da Europa e até da cultura Sufi. O homem que viaja para longe em busca de um tesouro que sempre estivera em casa e a sábia mulher, que deixa riquezas para atrás por amor, são outros dos personagens que se encontram neste livro.
Em sala de aula e em casa
Os contos de tradição oral da obra suscitam uma conversa com os alunos sobre pluralidade cultural, sentimentos e qualidades humanas e suas implicações. Repleto de metáforas, aforismos e lições, é possível refletir sobre a sabedoria, a ganância, a coragem – o que é um tesouro, afinal? O que os pequenos leitores pensam das trajetórias -e dos sentimentos- tão diversos dos personagens? O que ainda faz sentido hoje?
Procure conversar sobre a diferença entre as narrativas: a tradição oral, as narrativas escritas e a estética literária; o papel dessas histórias na época em que foram criadas e nos dias atuais. A reflexão sobre sentimentos e comportamentos ainda é preponderante na literatura? Que tradições orais as crianças conhecem? Que experiências de leitura mediada e não-mediada tiveram e como percebem as diferenças entre oralidade e textualidade?
Cada coordenador pedagógico e professor tem seu próprio processo para desenhar o percurso das leituras. Mas há alguns fatores que precisam ser levados em conta
Os livros infantis estão mostrando cada vez mais diferentes tipos de famílias - ainda bem! Veja obras que fazem isso muito bem:
Entre o sangue e o sobrenome, entre os pais escolhidos e a origem biológica, há perguntas, expectativas e o desejo de construir a própria identidade. Vamos falar sobre isso com as crianças?