Mario Quintana e a poesia minimal, por João Anzanello Carrascoza
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo

© Bel Pedrosa
Um dia depois da morte de Rubem Fonseca, um de seus bons amigos também nos deixa. Acaba de falecer Luiz Alfredo Garcia-Roza, que se não me falha a memória deve a Rubem sua entrada na carreira de ficcionista. Tive contato muito próximo com Luiz Alfredo, pois publiquei todos os seus livros. Filósofo especialista em psicanálise, Luiz Alfredo era autor importante da editora Zahar. Quando resolveu criar o detetive Espinosa falou com Jorge, que indicou que os livros policiais cairiam melhor na linha da Companhia das Letras. Jorge e eu éramos, como muitos sabem, como pai e filho.
Entrando dessa forma em nossas vidas, Luiz Alfredo trouxe à Companhia sua simpatia e bondade. Adorava seu novo ofício de escritor de romances policiais, para onde canalizava toda a generosidade que aprendera com os grandes filósofos. Seu olhar para os personagens era esse, cheio de humanismo, como se não se pudesse ser um grande escritor de policiais sem ter sido um mestre em filosofia.
O Brasil perde hoje um grande professor, um escritor exemplar, e um poço de bondade. Seu sofrimento com o acidente vascular cerebral que sofreu há meses foi muito maior do que merecia. Que saudade eu já sinto.
Luiz Schwarcz é editor da Companhia das Letras e autor de Linguagem de sinais, O ar que me falta, entre outros.
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Em Um homem bom, Waldomiro J. Silva Filho cria uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.
Errata da primeira edição de "Trincheira tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio"