A criança e o exercício de descoberta do mundo
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
Sempre tem algo que falta nas nossas vidas. Uma pessoa, um sentimento, um objeto ou até um objetivo. Esse é o tema de A parte que falta, livro escrito por Shel Silverstein em 1976. Relançado no Brasil pela Companhia das Letrinhas, a obra aborda questões existenciais e está dando o que falar nas redes sociais – a youtuber Jout Jout leu o livro e se emocionou num vídeo que viralizou. E a boa notícia é que logo chega às livrarias sua continuação: A parte que falta encontra o grande O – aguarde! Enquanto isso, que tal conhecer uma seleção de livros infantis que falam de temas filosóficos de maneira sensível?

A árvore generosa, de Shel Silverstein
São muitas as árvores que perpassam uma infância. A árvore generosa, livro escrito e ilustrado por Shel Silverstein, o mesmo autor de A parte que falta, é uma história que fala de amizade e altruísmo.

A conferência dos pássaros, de Peter Sís
Premiado pelo Hans Christian Andersen, Peter Sís narra uma antiga história da tradição Sufi que trata da busca de uma revoada de pássaros por vales como o da Procura, do Amor e da Compreensão.

Esta é a silenciosa história de uma menina que decide passar o dia na praia. Suzy Lee, autora mundialmente reconhecida, explora a materialidade do objeto livro e as fronteiras entre realidade e fantasia.

Ernesto, de Blandina Franco e José Carlos Lollo
Ernesto é calado, feio, burro, diferente. Entre tanta coisa que tanta gente tem a dizer sobre o pobre coitado, a verdade fica a critério de cada um. A história foi escrita por Blandina Franco e ilustrada por José Carlos Lollo.

A esperança é uma menina que vende frutas, de Amrita Das
Este livro é resultado de uma oficina que a Amrita Das realizou em Chennai, na Índia. A história traz questões sobre as dificuldades de uma infância vulnerável e da luta pela liberdade numa sociedade patriarcal.

O pirata e o farmacêutico, de Robert Louis Stevenson, com ilustrações de Henning Wagenbreth)
Robin e Ben são dois amigos que tomaram diferentes rumos na vida: um virou pirata; o outro, farmacêutico. Como persiste uma amizade com caminhos totalmente diferentes sendo tomados?

Eu me pergunto, de Jostein Gaarder e ilustrações de Akin Duzakin
O livro traz a história de um garoto sensível que anda sem rumo indagando sobre o mundo, o nada, o medo. A cada nova paisagem, novas descobertas e novas perguntas surgem no caminhar do protagonista.

Quem é você?, de Pernilla Stalfelt
Como podemos ser tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais uns dos outros? A autora Pernilla Stalfelt nos conta que para melhor responder tal questão é importante entender a palavra tolerância.

A quatro mãos, de Marilda Castanha
Marilda Castanha, premiada autora mineira, traz a cor da saudade neste livro em que fala das relações afetuosas entre um pai e uma filha. São as mãos que traduzem muitos afetos, encorajam e até nos dão asas.

O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
Foi só aos 40 anos que Claudia tirou da gaveta o sonho de ser professora. E hoje, 16 anos depois, além de dar aulas de redação, ela é criadora de um Clube do Livro em Caruaru (PE)
'A vovó da minha avó' e 'Nosso lago' trazem formas de lidarmos com a ausência que fica depois da morte - e mostram com delicadeza como honrar a memória dos que vieram antes de nós