ERRATA: "Trincheira tropical", de Ruy Castro
Errata no livro "Trincheira tropical", de Ruy Castro, que narra a Segunda Guerra Mundial no Rio

Para marcar o centenário da Revolução Russa, ocorrida em 1917, a Companhia das Letras preparou uma série de lançamentos para 2017 que ajudam a entender o impacto desse evento determinante na construção dos séculos XX e XXI. Os lançamentos reúnem livros inéditos, coletâneas de ensaios e ficção, reimpressão de livros do catálogo da editora, biografias e reportagens que vão completar suas leituras sobre a Revolução Russa.
Reedição do clássico Manifesto do partido comunista pela Penguin-Companhia, o panfleto escrito por Karl Marx em 1848 é a certidão de nascimento do comunismo. Análise militante da luta de classes, denúncia dos mecanismos de perpetuação da opressão, este é um dos textos políticos mais influentes da história moderna. Com tradução direta do alemão por Sergio Tellaroli e posfácio do filósofo marxista Marshall Berman, além de prefácios de Marx e Engels para edições em vários países, o Manifesto recupera a força explosiva da prosa original. Como afirma Berman, o autor de O capital, “ateu fazendo as vezes de profeta bíblico, ainda tem muito a dizer”.
Lançado no Brasil em 1986, Rumo à estação Finlândia foi o primeiro título lançado pela editora e tornou-se um best-seller instantâneo. Trata-se de um estudo da revolução soviética que traz como pano de fundo as vidas e ideias de seus protagonistas, formando um painel complexo e contraditório, dinâmico e envolvente.
O livro de Reed é o relato mais conhecido sobre os eventos de outubro de 1917. Narrado no calor dos acontecimentos, diretamente da Petrogrado nos dias da Revolução Russa de 1917, essa é a obra que inaugura a grande reportagem no jornalismo moderno. A Universidade de Nova York elegeu este livro como um dos dez melhores trabalhos jornalísticos do século XX. Reed conviveu e conversou com os grandes líderes Lênin e Trotski, e acompanhou assembleias e manifestações de rua que marcariam a história da humanidade.
Ensaio histórico e literário, este livro de Marshall Berman é uma aventura intelectual clara, concisa e brilhante. Visão dos tempos modernos, investigação do espírito da sociedade e da cultura dos séculos XIX e XX. Marshall Berman mistura crítica literária, ciência econômica e política, arquitetura, urbanismo e estética num ensaio que marcou época. Sua leitura do Manifesto Comunista, passando pelos poemas em prosa de Baudelaire, pela ficção de Dostoiévski e pelas vanguardas artísticas contemporâneas, é um marco do pensamento contemporâneo.
Clássico do jornalismo contemporâneo, O túmulo de Lênin, de David Remnick, faz um relato sobre os últimos anos do comunismo na Rússia. Publicado originalmente em 1993, o livro é fruto da experiência do autor como correspondente do Washington Post em Moscou entre 1988 e 1991. Atual diretor da revista New Yorker, Remnick é um dos mais respeitados jornalistas da atualidade. O túmulo de Lênin chegará às livrarias em fevereiro de 2017.
O fim do homem soviético, da prêmio Nobel Svetlana Aleksiévitch, faz par com o livro de Remnick. Trata-se também de um olhar sobre os últimos anos do socialismo e da União Soviética. Assim como Remnick, ela traz, pelo avesso, um balanço da revolução russa ao lançar um olhar sobre as tragédias que marcaram o regime entre 1917 e 1991, ano em que o comunismo se esfacelou definitivamente.
Em Os Románov, Simon Sebag Montefiore faz um retrato da dinastia que dominou a Rússia entre 1613 e 1918 e que foi extirpada pela revolução comunista. Neste livro envolvente, o premiado historiador revela o mundo secreto de poder ilimitado e a implacável construção de um império fervilhante, repleto de conspirações palacianas, rivalidades familiares, excessos sexuais e extravagâncias selvagens. Um palco composto de um elenco de aventureiros, cortesãos, revolucionários e poetas: de Ivan, O terrível, a Tolstói; da Rainha Vitória a Lênin.
São também de Montefiore dois clássicos que fazem parte do catálogo da Companhia das Letras e serão reimpressos. Trata-se da biografia, em dois volumes, de Joseph Stálin, o tirano responsável por 20 milhões de mortos ao longo do período em que foi secretário-geral do Partido Comunista, entre 1922 e 1953. Em Stálin, lançado em 2006, ele expõe em minúcia a vida cotidiana e os bastidores do Kremlin, num período marcado por suspeitas, perseguições, execuções e terror generelizado. Já em O jovem Stálin, de 2008, ele volta ao passado para retratar a juventude de Stálin, trazendo à tona elementos fundamentais para entender a natureza paranoica e a frieza do regime de terror stalinista.
Professor na Universidade Federal Fluminense, o historiador Daniel Aarão Reis estará presente com dois títulos. O primeiro é uma coletânea de artigos e manifestos contemporâneos à revolução. Traduzidos diretamente do russo, os textos são em sua maioria inéditos em português e contribuem para uma contextualização do espírito da época – marcado por tensões políticas de toda ordem. O segundo título é um complemento ao primeiro – o professor traz um relato sobre as principais controvérsias que animaram o ambiente revolucionário na Rússia no início do século XX. As obras serão lançadas no segundo semestre de 2017.
Em junho de 2017, a Companhia das Letras lança a importante tradução de Rubens Figueiredo para Anna Kariênina, romance clássico de Tolstói. Além da história da personagem-título, que abandona seu casamento e sua sólida posição social por um novo amor, Tolstói recupera todo um século de experiência russa, com episódios e personagens modelados a partir de pessoas reais, e aborda as principais discussões políticas, econômicas e filosóficas de seu tempo, ainda incrivelmente atuais.
Doutor Jivago, é o romance em que Boris Pasternak, prêmio Nobel de Literatura, cria uma história de amor ambientada em plena revolução. Eternizada também nos cinemas em 1965, a história acompanha Igor Jivago, um médico e poeta que inicialmente apoia a revolução Russa se divide entre dois amores: a esposa Tania e a bela plebeia Lara. A Companhia das Letras lança sua edição de Doutor Jivago no segundo semestre de 2017.
Para encerrar a lista, publicaremos em janeiro de 2018 uma edição em volume único da monumental biografia de Dostoiévski escrita por Joseph Frank. Publicada originalmente em cinco volumes, a biografia foi considerada por David Foster Wallace a melhor já publicada em língua inglesa, sendo elogiada também por autores como J. M. Coetzee, Nadine Gordimer, A. S. Byatt, Michael Dirda e James Wood.
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