Mario Quintana e a poesia minimal, por João Anzanello Carrascoza
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo

Ruy Castro é o autor com mais livros publicados pela Companhia das Letras. Ele já mergulhou nas vidas de Carmem Miranda, Garrincha, e Nelson Rodrigues, oferecendo retratos completos de grandes personagens brasileiros. Também já contou a história e as histórias da bossa nova em Chega de saudade, um de seus livros mais aclamados. Em 2015, a noite carioca voltou a ser protagonista de uma nova obra, mas dessa vez o foco estava em outro ritmo: o samba-canção. Com A noite do meu bem, Ruy Castro ganhou o terceiro lugar da categoria Reportagem e Documentário do Prêmio Jabuti.
Em A noite do meu bem, Ruy Castro apresenta a música e as boate cariocas dos anos 1940, 50 e 60, que eram os redutos do glamour e do poder. Com uma prosa deliciosa e arrebatadora, ele conta as histórias dos lugares, dos músicos, dos intérpretes, das pessoas que viveram essa época em que a vida social do Rio de Janeiro tinha como trilha sonora canções de Dolores Duran, Maysa, Elizeth Cardoso, Nora Ney, Agostinho dos Santos, Nelson Gonçalves e Miltinho.
Em entrevista para o Correio Braziliense, Ruy Castro afirmou que faltava uma obra que resgatasse a história do samba-canção, até então ignorado pelos historiadores. "Você tem história de tudo na música brasileira: do samba, do samba-enredo, da marchinha de carnaval, uma bibliografia monumental sobre a bossa nova, muita coisa sobre jovem guarda, tropicalismo, mangue beat, rock. Não tinha um sobre o samba-canção", disse. Com A noite do meu bem, ele resgata do passado os grandes artistas e transporta o leitor para as noites cariocas. O livro também rendeu ao autor um programa de rádio, onde conta a história do samba-canção e relembra as suas grandes músicas.
Veja o booktrailer de A noite do meu bem e saiba mais sobre o livro.
Ouça também o programa de Ruy Castro na Rádio MEC.
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Em Um homem bom, Waldomiro J. Silva Filho cria uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.
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