Nesta obra que se equilibra entre ensaio e memórias, o autor do consagrado romance Diário da queda trata de temas como desejo, passagem do tempo e morte.
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O que a obra de Renato Russo, artista romântico que morreu precocemente, teria a ver com a de J. M. Coetzee, cerebral e octogenário vencedor do Nobel de Literatura? Partindo dessa pergunta inusitada, Michel Laub escreve uma obra de difícil classificação, tendo como fio condutor a relação do autor com as drogas, em especial a cocaína.
\nOs impasses daí surgidos moldam um livro breve e corajoso, que ironiza elementos da psicanálise e das narrativas de superação. Numa época de incertezas trazidas pela tecnologia e pela política, Verão na Névoa é uma resposta possível ao cinismo e à melancolia.
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"Um trabalho surpreendente de um escritor sempre original." -- Maria Esther Maciel
\n"Impossível não admirar a coragem deste Verão na névoa, atordoante e mesmerizante." -- Sidarta Ribeiro