Veja nossos livros literários mais adotados no Ensino Fundamental

27/02/2026

Trabalhar a literatura na escola vai muito além de apresentar temas e assuntos sobre os quais as crianças possam refletir. A proposta da BNCC, a Base Nacional Comum Curricular, é formar um leitor-fruidor. Alguém que lê por prazer, que aprecia o leitura como uma experiência estética e sensível. Por isso, fazer o planejamento de leitura de cada ano, como mostramos aqui, é um exercício tão importante. Para ajudar professores a selecionarem as obras que serão trabalhadas e classe, listamos abaixo os livros de selos infantis da Companhia das Letras mais adotados na etapa do Ensino Fundamental. Confira:

Meu primeiro livro de contos de fadas (Companhia das Letrinhas, 2003) de Mary Hoffman com ilustrações de Julie Downing e tradução de Hildegard Feist

Este livro reúne 14 contos clássicos, reescritos Mary Hoffman, autora de mais de setenta livros para crianças. A seleção mescla contos muito conhecidos como Cinderela e Bela Adormecida e histórias menos populares como "A mulher do pescador" e "Diamantes e sapos", tudo recontado por meio de um texto simples que não deixa de lado a poética. 

 

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Diário de Pilar na Amazônia - Urgente (Pequena Zahar, 2023), de texto de Flávia Lins e Silva e ilustrações de Joana Penna

O livro que virou filme é uma das aventuras mais intensas de Pilar. Acostumada em viajar em sua rede mágica, acompanhada do gatinho Samba e do amigo Breno, desta vez a menina embarca  com um propósito mais do que nobre:  lutar pela preservação do nosso planeta. Preocupados com tantas notícias anunciando o desmatamento da Amazônia, é para lá que o trio decide ir. Eles encontram novos amigos, se arriscam enfrentando um perigoso grupo de madeireiros e ainda encontram os encantados da floresta… E é claro que Pilar vai registrando cada detalhe em seu diário.

 

Malala, a menina que queria ir à escola (Companhia das Letrinhas, 2015), de Adriana Carranca com ilustrações de Bruna Assis Brasil

Malala-a-menina-que-queria-ir-para-a-escola
Malala sempre esteve entre as primeiras alunas da sala. Até que ela quase foi morta no caminho para a escola. A jornalista Adriana Carranca viajou até o vale do Swat, no Paquistão, onde Malala nasceu, dias depois do atentado que tornou a ativista símbolo de resistência e da luta pelo direito das meninas à educação. A partir dessa experiência intensa, ela traz em um livro-reportagem que pode inspirar os leitores a lutar por seus direitos e a sonhar. 

 

Que história é essa? (Companhia das Letrinhas, 1995), de Flavio de Souza com ilustrações Pepe Casals

Que históris é essa?
Você sem sombra de dúvidas já conhece a história da Chapeuzinho Vermelho. Assim como a da Bela Adormecida. Mas não da forma como elas são contadas neste livro. Aqui, quem narra cada conto é um personagem secundário. Um daqueles que participa só de um pedaço da história, que a gente não dá assim taaanta importância - e nem se pergunta de onde é que vieram… Como o lenhador, que resgata Chapeuzinho e a vovó da barriga do lobo ou o dragao da bruxa, que foi recrutado por ela enquanto ainda morava na lua! 

 

Guilherme Augusto Araújo Fernandes (Brinque-Book, 2002), de Mem Fox com ilustrações de Julie Vivas com tradução Gilda de Aquino

Guilherme Augusto Araújo Fernandes
Neste livro sensível que aborda envelhecimento e memória, Guilherme é um menino que vive perto de uma casa de repouso para idosos. E está sempre visitando os senhores e senhorinhas que ali vivem. Entre todos, o menino tem uma preferida: a Dona Antônia. É para ela, que Guilherme manda os presentes mais inusitados…. uma bola de futebol, um ovo ainda quentinho, conchas…. Parece estranho, mas acredite: o menino sabe bem o que está fazendo…

 

Da minha janela (Companhia das Letrinhas, 2019), de Otávio Júnior e Vanina Starkoff

Da minha janela

O que você vê quando olha pela janela? Um menino nos empresta sua vista do morro, e assim, página a página, vemos os registros de cenas comuns da comunidade. Entre as casas amontoadas, os vizinhos debruçados nas janelas, o campinho de várzea, o som do violão que ecoa, vamos entendendo os ritmos, as relações, as paisagens. E podemos nos transportar para lá também. Vencedor do Prêmio Jabuti 2020.


 O carteiro chegou (Companhia das Letrinhas, 2007), texto de Allan Ahlberg com ilustrações de Janet Ahlberg e tradução de Eduardo Brandão

O carteiro chegou
O carteiro da comarca vem chegando com seu uniforme azul… Que entregas será que ele vai fazer? A primeira vai para os três ursos, que recebem uma carta de Cachinhos Dourados. Na casa de doces, a bruxa é a destinatária de um catálogo com produtos irresistíveis para qualquer bruxa moderna. Mais adiante, o carteiro entrega uma notificação judicial para… o Lobo Mau! E entre uma xícara de chá e outra,  ele termina suas entregas, passando por vários contos de fadas. E todas as correspondências podem ser abertas e lidas pelos próprios leitores.


Diário de Pilar na Grécia (Pequena Zahar, 2010), texto de de Flávia Lins e Silva e ilustrações de Joana Penna

Diário de Pilar na Grécia

Na primeira aventura da série, Pilar vai parar na Grécia enquanto procura por sua avó. No percurso, ela vai aprendendo sobre os costumes locais, descobrindo um bocado de coisas sobre a mitologia grega e até chegará ao Olimpo montado em Pégaso, um cavalo alado.


Minhas fábulas de Esopo (Companhia das Letrinhas, 2010), de Michael Morpurgo com ilustrações de Emma Chichester Clar e tradução Eduardo Brandão

Minhas fábulas de Esopo

Sabia que há cerca de 300 fábulas atribuídas a Esopo? Imagine ter que escolher só algumas histórias entre tantas… Pois foi exatamente isso que o autor inglês Michael Morpurgo fez. Neste livro, ele reúne suas 21 fábulas favoritas de Esopo, em um exercício de reconto. Você vai encontrar histórias já conhecidas como ‘A lebre e a tartaruga’ e ‘O leão e o ratinho’, mas fará outras tantas descobertas… Uma obra para apresentar a novos leitores o maravilhoso mundo das fábulas. 


Os Lohip-Hopbatos em a Guerra da Rua do Siamipês (Companhia das Letrinhas, 2013), com texto de Flávio de Souza e ilustrações de Supp

Os Lohip-Hobatos em a Guerra dos siamipês

Os ipês Chris e Flora - sim, ipês que tinham nomes! - ficavam no fim da rua Chiquinho de Souza... grudadinhos por suas copas. Juntos, eles faziam uma sombra tão boa que era disputadíssima pela vizinhança. Os Lobatos se encontravam ali para ler aventuras. Mas os Hip-Hop queriam se proteger do sol para dançar e ouvir música... um caos. Mas, quem não se une por afinidade, se une por um inimigo em comum. E foi assim que aconteceu com os Lobato e os Hip-Hop, que juntar forças contra o fim das árvores que começaram a ser derrubadas por ali...

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