Como formar novos leitores realmente apaixonados por ler?
Será que vale tudo para estimular o gosto pelos livros? Confira ideias para incentivar o amor pela literatura em uma relação duradoura
As inscrições para a sétima edição da Jornada Pedagógica, que acontecerá de 27 a 30 de abril já estão abertas - veja aqui. Este ano, com o tema Educação literária: reflexões sobre escola e sociedade, o evento celebra os 40 anos da Companhia das Letras, promovendo diálogos entre grandes autores, educadores e profissionais ligados ao livro e à escola para refletir sobre o papel da literatura diante dos desafios do nosso tempo.
A Jornada pedagógica é sempre um convite a educadores para pensar sobre o papel da literatura e como ela se conecta com temas atuais como educação socioemocional, representatividade, protagonismo juvenil, saúde mental. Neste ano em que a Companhia celebra quatro décadas dedicadas à literatura, ampliando o alcance do livro, caminhando junto com educadores e disseminando o amor à leitura em cada publicação, a Jornada tem uma programação ainda mais especial. Confira mais detalhes:
Na mesa de abertura, a Companhia das Letras reforça o compromisso com a educação e a formação de leitores, promovendo uma conversa entre Lilia Schwarcz, autora, historiadora e cofundadora da Companhia, e autores que marcam presença nas escolas. São eles: Carol Fernandes (Terra), autora de textos e imagens de livros que fazem sucesso para a Educação Infantil, Flávia Lins e Silva (Diário de Pilar, Detetives do Prédio Azul) e Roger Mello (Meninos do Mangue, Carvoeirinhos) que são lidos com frequência no Ensino Fundamental e Milton Hatoum (Dois irmãos).
A saúde mental vem ganhando cada vez mais relevância. Ainda assim, o conceito de educação socioemocial ainda não é claro para muitos educadores. Mas há muitas possibilidades de abordar o tema por meio da literatura, sobretudo por meio da arte – especialmente dos livros ilustrados – abrindo caminhos para que os educadores acessem essa dimensão. Com a psicóloga Antônia Burke, Blandina Franco e José Carlos Lollo (Buraco, Ernesto, A Raiva), Paula Schiavon (Loba e Tulipa) e mediação da editora Ana Tavares.
Ainda na esteira das discussões sobre saúde mental, esta mesa se debruça sobre os temas abordados em A geração Incrível (Companhia das Letrinhas, 2026), de Jonathan Haidt e Catherine Price, que levanta a bandeira do protagoismo juvenil e aponta os riscos relacionados ao uso - e à dependência - das tecnologias. Com a psicopedagoga Claudia Alaminos, neuropiscólogo Damião Silva, Keka Reis (da série O dia em que minha vida mudou) e mediação da editora Gabriela Tonelli.
Qual é a relação de um mundo digital que muda a velocidade espantosa com uma educação literária? Que outros suportes de leitura, para além do códice, são possíveis? Como essas tecnologias podem ajudam a formar leitores relamente apaixonados por ler? Aliás, o perfil de leitores vem mudando? Para responder a essas questões, juntamos Antonio Hermida, da área de ebooks e audiobooks da Companhia, a educadora-parceira Claudia Fernandes, que trabalha com mediação de leitura para a formação de leitores, Mariana Ochs e mediação de Sandra Bensadon, executiva da Companhia das Letras
Quando o assunto é diversidade, a escola ainda pode ser um ambiente que abriga diversos tipos de violência - de preconceitos étnico-raciais a questões de gênero. Como a literatura pode abrir espaço para falar sobre o tema? Com os autores Bernardo Machado (Diferentes, não desiguais), Daniel Ribeiro (Hoje eu quero voltar sozinho), Luiza de Souza, a ilustralu (Faísca, Arlindo) e mediação do editor de texto Matheus Souza, membro do comitê de diversidade da Companhia.
O projeto de vida é um elemento transversal da BNCC e ganha relevância principalmente nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Trabalhar projeto de vida vai muito além de fazer planos relacionados à carreira. Vamos abordar como o contato com biografias pode ampliar as possibilidades de pensar o futuro e sonhar com o que se deseja ser. Com o autor Jacques Fux (Mary Anning e o pum dos dinossauros, Dona Ivone Lara e o sonho de sambar e cantar), a professora Thereza Barreto, a psicóloga Mônica Canuto e mediação de Paulo Ventura, do Sebrae.
A diversificação das leituras obrigatórias nos vestibulares das grandes universidades, trazendo autores mais contemporâneos, amplifica vozes e amplia visões de mundo. Mas este ainda é um movimento recente. Para falar sobre o assunto, reunimos o professor Fernando Serafim, Marcia Mendonça, membro da Comissão de Vestibulares da Unicamp, e a autora Trudruá Dorrico (Originárias) com mediação de Vanessa Neri, professora de um cursinho comunitário popular.
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Os livros ensinam gramática, ortografia, história - mas não apenas. A literatura estimula o pensamento crítico e apresenta diferentes visões de mundo, sendo essencial para a formação humana
Livro novo de Jonathan Haidt explica para crianças como o uso de smartphones e redes sociais cria a ilusão de bem-estar e conexão, enquanto na realidade nos afasta da vida real