Planejamento de Leituras do ano: o que é preciso considerar?
Cada coordenador pedagógico e professor tem seu próprio processo para desenhar o percurso das leituras. Mas há alguns fatores que precisam ser levados em conta
*Imagem: de Patricia Auerbach no livro A garrafa
Quem nunca flagrou o filho "atacando" as gavetas de tampas e potes?
Quem nunca ficou em dúvida se estava estimulando demais -- ou pouco -- seu bebê, oferecendo muitos -- ou poucos -- brinquedos?
#quemnunca?
As boas notícias para você, que se encaixa nos exemplos acima como se a gente tivesse dado uma passadinha na sua casa e conhecesse seu dia a dia, são três:
1) bem-vinda ao clube e saiba que é absolutamente normal passar por todas essas situações.
2) os bebês e crianças pequenas gostam muito mais mesmo de desvendar o funcionamento dos objetos comuns do dia a dia do que de explorar brinquedos "prontos".
O que significa que, fique tranquila: um simples paninho pode dar muito o que brincar -- e descobrir -- para seu filho.
E 3) neste post, vamos falar sobre a importância desse brincar exploratório do bebê e da criança pequena e te dar dicas do que pode oferecer aos seus pequenos.
A abordagem proposta por Pikler, médica húngara que desenvolveu sua teoria cuidando das crianças de um orfanato, vem sendo tratada em revistas e sites voltados para pais e mães.
Por exemplo, no dia 22.1.20, o site Lunetas entrevistou a pediatra francesa Isabelle Deligne, especialista na abordagem Pikler, sobre a potência dos tecidos de poá -- aqueles vermelhos com bolinhas brancas:
“A estampa vermelha de bolinha branca (muito comum na Hungria), desperta interesse do bebê pelo fato de ter poucas cores e as bolinhas convidam a criança a focar o olhar”, diz a pediatra ao Lunetas.
Ela conta que esses tecidos, cortados em pedaços de 35 cm x 35 cm, permitem às crianças exploração sensorial, liberdade de movimentos das mãos e dedos e muitas possibilidades.
Na entrevista, a pediatra ressalta, por exemplo, que, de acordo com Pikler, o papel dos adultos no brincar das crianças é preparar os espaços, oferecer elementos que possibilitem essa exploração sensorial.
Não é preciso estimular ou dirigir a brincadeira.
*Imagem: de Patricia Auerbach no livro O lenço
Sim, os bebês e crianças pequenas aprendem quando brincam com alguma coisa que desafia suas habilidades motoras, seus sentidos, seu controle sobre seu próprio corpo ou sobre os objetos.
Do mesmo modo que vão aprendendo o autocontrole das mãos, por exemplo, vão também amadurecendo emocionalmente.
Outra médica muito estudiosa do universo infantil, a psiquiatra italiana Maria Montessori, também já dizia que o trabalho que as crianças fazem com as mãos e com o corpo reflete no desenvolvimento neurológico -- tanto emocional quanto intelectual.
Portanto, podemos dizer que os bebês intuitivamente sabem do que precisam para seu próprio crescimento tanto físico quanto emocional. E nos mostram isso ao escolherem com o que preferem brincar, em que posição desejam ficar...
Respeitar o estágio de habilidade e de equilíbrio físico do bebê é essencial, diz Pikler e nos lembra a pediatra Deligne, em sua conversa com o Lunetas.
Outra estudiosa dos bebês, Elinor Goldschmied notou a incrível curiosidade e capacidade de "xeretar" dos bebês e desenvolveu teorias e propostas de atividades em que os pequenos exploram objetos e a combinação deles com outros elementos.
Você pode escolher um local e, nele, criar um espaço só para acomodar esse tipo de exploração, de preferência sempre no mesmo lugar, no chão, sobre um papel craft ou tapete que delimite a área de ação da criança.
Assim, ela identifica que aquele é o lugar da experimentação e ficará feliz, toda vez que o espaço for montado, em conseguir antecipar para que ele servirá novamente.
Anote e fotografe o que o bebê pesquisar, o que ele vai mostrar a você, quais palavras vai falar para descrever o que está fazendo.
Você vai notar o tanto de aprendizado.
>>Detalhe importante que merece ser reforçado: supervisione, esteja junto e não deixe o bebê sozinhos com nenhum material. Avalie também a habilidade de seu bebê para lidar com os materiais para sua idade.
Bebês muito pequenos vão levar tudo à boca, então, nessa fase, melhor oferecer os potes grandes, as tampas, as peneiras -- em lugar das pedrinhas.
Melhor oferecer materiais suaves, como plástico, que não vão machucá-lo.
O jornal///
A garrafa///
Depois conta para a gente como foram as experiências dos pequenos aí na sua casa com essas ideias! ;-)
Cada coordenador pedagógico e professor tem seu próprio processo para desenhar o percurso das leituras. Mas há alguns fatores que precisam ser levados em conta
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