"É benção e maldição": a fórmula do sucesso de Susanne Strasser
A autora conversou com o Blog Letrinhas sobre os contos acumulativos que viraram sua assinatura, seus últimos lançamentos e sua passagem pelo Brasil
Imagem do livro A princesa e o gigante, de Caryl Hart (texto) e Sarah Warburton (ilustrações)
Não vou descrever a bonita, emocionante e inclusiva festa de que participei por, aproximadamente, três horas, mas sim pegar emprestado o nome e o espírito do bloco para pensar a relação das crianças com os livros e o mundo.
Imagem do livro Colo de avó, de Roseana Murray (texto) e Elisabeth Teixeira (ilustrações)
Não considero legítima a reivindicação de uma literatura para isso, de livros que cumpram determinada missão, pois lidaríamos, com raras exceções, com produções fechadas, datadas e, ao revés, normativas. Importantes e significativos na formação das crianças são livros que tratem das diferenças na ordem do comum, do que toca ou pode tocar a todos nós, não como algo a ser destacado, compreendido e tolerado.
E nisso não há novidade, uma vez que é do humano – de todos os humanos, não só de alguns – que a literatura trata, seja em contos de fadas, novelas, narrativas por imagens, poemas, parlendas. Lendo um conto ou brincando com palavras em um trava-línguas, nos apropriamos da linguagem para saber quem somos e compreender o mundo em que vivemos.
E nesse mundo cabe todo mundo, ou deveria caber.
Em tempo: este texto é dedicado ao Marcelo Xavier, que, muitíssimos anos atrás, me convidou a pensar na hospitalidade da leitura com seu livro Asa de papel.
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Fabíola Farias é graduada em Letras, mestre e doutora em Ciência da Informação pela UFMG. É leitora-votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e, atualmente, realiza estágio de pós-doutorado na Universidade Federal do Oeste do Pará – Ufopa.
A autora conversou com o Blog Letrinhas sobre os contos acumulativos que viraram sua assinatura, seus últimos lançamentos e sua passagem pelo Brasil
O Brasil tem cada vez mais oferta em edições pensadas para que a materialidade seja mais cuidada, mais percebida e, até lida como parte das intenções narrativas de leitura dos autores e autoras
Mei Mei está ansiosa para uma grande apresentação. Ela quer ser perfeita enquanto toca seu violino em 'A coelhinha Mei Mei'. Mas a arte ensina que o processo pode ser mais importante que o resultado