A criança e o exercício de descoberta do mundo
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
"Nhac!" / Carolina Rabei[/caption]
Nessa fábula, o porquinho-da-índia Nhac vivia tranquilo em sua gaiola, pois nada lhe faltava: ele tinha comida, conforto, segurança. No entanto, sentia que faltava alguma coisa. Até que chega o rato Coalho, com que Nhac se indispõe no começo, afinal, o rato queria compartilhar sua comida!
Nhac se nega a compartilhar o que tem com Coalho, o que acontece com muitas crianças em relação a seus brinquedos e objetos favoritos.
A relação de ambos, porém, vai se tornando um afeto e uma amizade ao ponto de Nhac deixar sua gaiola para ir atrás de Coalho, oferecendo a ele compartilhar suas refeições.
Descobrindo a si e ao mundo, o pequeno leitor vai se identificar e relacionar rapidamente a história de amizade entre Nhac e Coalho com suas próprias experiências e conflitos nesse processo de relacionar-se.
As ilustrações da artista Carolina Rabei completam a narrativa e acrescentam, com suas cores e traços bem marcados, um pouco de aventura e emoção.
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
Foi só aos 40 anos que Claudia tirou da gaveta o sonho de ser professora. E hoje, 16 anos depois, além de dar aulas de redação, ela é criadora de um Clube do Livro em Caruaru (PE)
'A vovó da minha avó' e 'Nosso lago' trazem formas de lidarmos com a ausência que fica depois da morte - e mostram com delicadeza como honrar a memória dos que vieram antes de nós