"É benção e maldição": a fórmula do sucesso de Susanne Strasser
A autora conversou com o Blog Letrinhas sobre os contos acumulativos que viraram sua assinatura, seus últimos lançamentos e sua passagem pelo Brasil
("Você não vem brincar?" / Texto: Ilan Brenman; Ilustrações: Carlo Giovani)[/caption]
Quem é você?
"Se eu não for por mim, quem o será? Mas se eu for só por mim, que serei eu? Se não agora, quando?" (Talmud, livro de sabedoria judaica).
Quem faz livros é o quê?
É um Quixote lutando contra moinhos de ventos.
Como é o lugar em que você trabalha?
A maior bagunça organizada do mundo.
Quais são suas técnicas prediletas para desenhar, escrever, ilustrar e imaginar?
A técnica é não ficar obcecado com a técnica.
Como é que você tem uma ideia para escrever ou desenhar? E como tira ela da cabeça e coloca no papel?
A ideia é como se fosse um alien: ela invade seu cérebro sem pedir licença e toma conta de tudo. Escrever é identificar o ser alienígena e o descrever para os outros.
Qual foi a ideia mais brincante que você teve e que virou livro?
Foi contar histórias para um grupo de três criança em 1992. A história depois virou livro.
Seus lápis e cadernos brincam com você?
Não.
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("As 14 pérolas da mitologia grega" / Texto: Ilan Brenman; Ilustrações: Ionit Zilberman)[/caption]
Quando não tem ninguém olhando, do que você brinca? E quando tem alguém olhando?
Eu brinco muito com as minhas filhas, adoramos guerra de cosquinhas.
Em que momento, lugar, clima, hora do dia ou posição você mais gosta de ler, escrever ou desenhar?
Leio sentado, em pé, deitado e até andando. Escrevo no escritório.
O que você mais gostava de ler quando criança? Mudou muito para os dias de hoje?
Gostava da Ruth Rocha, Mirna Pinsky, Ana Maria Machado...Hoje continuo lendo os autores que lia na infância, mas leio também Moacyr Scliar, Philip Roth, Ian McEwan, João Ubaldo Ribeiro, Machado de Assis...
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