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Os trabalhos da artista argentina Juliana Bollini surgem de objetos ou restos de coisas que muita gente consideraria lixo. Um pedaço de madeira, um cabide velho, papel cortado e filtro de café usado dão vez a incríveis esculturas de seres e personagens que habitam o seu ateliê, sala repleta de obras prontas ou em processo.
Ali uma mesa é iluminada por uma ampla janela, que também lhe dá a inspiração de que precisa. “É um pouco o processo que a gente tem quando está olhando as nuvens”, diz. Foi olhando as nuvens que buscou ideias para transformar pedaços de coisas nos personagens de colagens do livro Os nada-a-ver. O convite foi feito pelo próprio autor do livro, Jean-Claude R. Alphen, que costuma ilustrar as obras que escreve, mas achou que a artista seria perfeita para criar todo o universo dos nada-a-ver.
O desafio foi grande. Juliana está acostumada a trabalhar com esculturas, pensava em realizar um trabalho em três dimensões, que poderia ser fotografado posteriormente. Mas como logo viu que a tarefa seria interminável, decidiu mergulhar de cabeça na técnica de colagem.
No vídeo acima, confira a conversa que tivemos com a artista, que nos conta detalhes sobre a sua arte e nos mostra seu ateliê.
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Com texto de Eoin McLaughlin, ilustrações de Guilherme Karstenum, é livro que faz pensar sobre o caminho de tantos produtos que chegam até nós. E que muitas vezes não temos nem ideia de como vieram parar aqui.
Há um elemento que conecta o nosso São João a tantas outras celebrações deste e de outros tempos: o fogo. Resgatamos as origens desse festejo que torna junho um dos meses mais queridos pelos brasileiros