A criança e o exercício de descoberta do mundo
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
A designer Alissa Queiroz nasceu no mesmo ano da Companhia das Letrinhas, 1992. Na infância, Gabriela Tonelli, do editorial, foi leitora dos livros do selo – e obcecada pela obra O patinho realmente feio e outras histórias malucas. Mell Brites, editora, sempre sonhou em trabalhar com as publicações do grupo. Já Elisa Braga, diretora de produção, há 29 anos na mesma casa editorial, viu nascer, engatinhar e crescer o selo, seu "filho do meio", surgido entre duas gestações de filhos de carne e osso.
No ano de comemorações da Companhia das Letrinhas, os funcionários da editora, que vivem todo o processo do livro, desde o recebimento de um original, passando por todas as etapas editoriais e de produção para ser impresso até, enfim, chegar às mãos do público leitor, revelam sua relação com o selo. Difícil quem não imprime no fazer diário as lembranças da própria infância, o prazer em compartilhar com a família e os filhos os lançamentos e o gosto pelas histórias dedicadas aos pequeninos.
Para comemorar esses 25 anos com a gente, confira no vídeo acima histórias que estão por trás das histórias que você lê.
O desejo de proteger os filhos pode criar a ilusão de que os pais podem controlar as experiências que as as crianças inevitavelmente vão vivenciar na descoberta do mundo
Foi só aos 40 anos que Claudia tirou da gaveta o sonho de ser professora. E hoje, 16 anos depois, além de dar aulas de redação, ela é criadora de um Clube do Livro em Caruaru (PE)
'A vovó da minha avó' e 'Nosso lago' trazem formas de lidarmos com a ausência que fica depois da morte - e mostram com delicadeza como honrar a memória dos que vieram antes de nós