Trilogia da desordem, por Natércia Pontes
Natércia Pontes compartilha os temas que marcam seu novo romance, "Vida doçura".
Em 1992, um livro de uma jovem autora californiana provocou um terremoto na literatura contemporânea. De um lado, muitos atacavam o que era visto como uma tentativa de chocar, do outro, críticos reconheceram ali uma voz original, de estilo impecável.
Marco do feminismo libertário americano, Loira suicida, de Darcey Steinke, é uma espécie de diário no qual a jovem Jesse registra sua incursão pelos domínios mais baixos da San Francisco dos anos 1990. Filha de um ministro da igreja luterana, a protagonista do romance abre mão dos valores de classe média para seguir, ao lado do namorado bissexual, uma peregrinação por um submundo feito de drogas, bebida e sexo.
Para falar sobre as nuances e importância da obra, a Rádio Companhia desta semana traz a tradutora Simone Campos (@simon3campos) — também autora do recém lançado Nada vai acontecer com você — e a produtora de conteúdo Taize Odeli (@taizze).
Saiba mais sobre Loira suicida:
Influenciada por todo um cânone de escritores marginais (Georges Bataille, Jean Genet, Alexander Trocchi, William S. Burroughs etc.) e dialogando com a literatura queer e noir dos anos 1980 e 1990 – e com autores como Virginie Despentes, Eileen Myles, Jean Rhys, Marguerite Duras, entre outros –, Darcey Steinke arma uma história a um só tempo melodramática e mordaz, honesta e intensa, em que os labirintos do desejo se chocam à euforia de uma época que parecia começar a girar irremediavelmente em falso. Um romance vigoroso sobre uma mulher e os descaminhos de uma furiosa busca por encontrar o seu lugar no mundo.
Apresentação e edição: Paulo Junior
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