Mario Quintana e a poesia minimal, por João Anzanello Carrascoza
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo

Acabo de saber que morreu Nina Horta. Foi antes de mais nada uma grande amiga, da família. Ela cozinhava como escrevia, maravilhosamente bem. Suas receitas pareciam feitas para serem degustadas das duas formas, na boca e no papel. Cozinhava crônicas deliciosas que publicava na Folha, no UOL e na Companhia das Letras. Durante muitos anos foi responsável por todos os jantares para escritores estrangeiros em nossa casa. Nessas ocasiões eu tinha que arrastá-la para a sala, e ela ou me evitava, ou vinha por um minuto e escapulia. Muitas vezes saía antes da festa acabar para evitar a peleja comigo: “Nina você é nossa autora, está aqui em duplo papel, é nossa convidada”. Ela sorria timidamente e voltava para acompanhar a feitura do buffet.
Seu texto era totalmente singular, cheio de humor e, como toda boa literatura, trazia surpresas, preparava o inesperado como o último toque de um prato perfeito. Muitas metáforas culinárias serviriam para defini-la: tinha um olhar doce, sorriso farto, humor ácido, inteligência deliciosa. Nenhuma delas porém chega aos pés das crônicas da Nina, nem explicam a grande falta que ela fará.
Luiz Schwarcz é editor da Companhia das Letras e autor de Linguagem de sinais, entre outros.
Luiz Schwarcz é editor da Companhia das Letras e autor de Linguagem de sinais, O ar que me falta, entre outros.
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Em Um homem bom, Waldomiro J. Silva Filho cria uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.
Errata da primeira edição de "Trincheira tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio"