Mario Quintana e a poesia minimal, por João Anzanello Carrascoza
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Conheça o lançamento Coral e outros poemas!

FOTO: Milos Prelevic / Unsplash
O mar é um dos elementos centrais da lírica de Sophia de Mello Breyner Andresen. As “praias lisas”, a “linha imaginária” e as “ondas ordenadas”, em seus poemas, simbolizam a mais profunda beleza, um segredo íntimo, “um milagre criado só para mim”.
Nas cidades, sua poesia é associada à luta: a vida, no “vaivém sem paz das ruas”, é “suja, hostil, inutilmente gasta”. A atuação de Sophia em resistência ao salazarismo se firmou não apenas em sua escrita, com caráter combativo, mas também na Assembleia Constituinte, ao se eleger deputada pelo Partido Socialista, em 1975.
Esta antologia joga luz sobre a dimensão concreta e ao mesmo tempo misteriosa de uma das vozes mais cultuadas da literatura portuguesa. Seja para denunciar o mundo sombrio, seja para tratar de praias radiantes, a poeta — com sintaxe direta e imagens surpreendentes — alerta: “por mais bela que seja cada coisa/ Tem um monstro em si suspenso.”
Ouça o disco “Mar de Sophia”, da Biscoito Fino, de 2006, em que a Maria Bethânia interpreta poemas da autora portuguesa:
Para celebrar o lançamento de Coral e outros poemas, convidamos Ana Martins Marques, Catarina Lins e Isabel Iorio para interpretar poemas presentes na antologia. Assista:
"Um dia"
"A solidão"
"No poema"
Crédito dos vídeos: Maria Lutterbach.
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Sobre a autora
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu em 1919, no Porto, Portugal. Sua obra, que inclui poemas, contos, livros infantis e ensaios, recebeu inúmeros prêmios, como o Camões (1999) e o Reina Sofía (2004). Toda sua poesia foi reunida em Portugal no volume Obra poética (Assírio & Alvim, 2015). Faleceu em 2004.
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Em Um homem bom, Waldomiro J. Silva Filho cria uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.
Errata da primeira edição de "Trincheira tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio"