Trilogia da desordem, por Natércia Pontes
Natércia Pontes compartilha os temas que marcam seu novo romance, "Vida doçura".

Tommaso Buscetta escoltado por policiais italianos. Foto: Acervo O Globo.
Histórias sobre a máfia conquistaram leitores e telespactadores durante o século XX. Livros, séries e filmes como O grande chefão, Honra teu pai e Os Sopranos mostraram o drama e a violência da máfia italiana, histórias sobre crime, lealdade e família que se enraizaram no nosso imaginário. Geralmente, vimos essas histórias serem encenadas na Itália ou nos Estados Unidos, onde a máfia também estendeu os seus braços. Poucos sabem que ela também esteve presente no Brasil.
Cosa Nostra no Brasil, de Leandro Demori, narra a vida de Tommaso Buscetta, o mafioso que derrubou a Cosa Nostra e colocou o Brasil na rota do crime internacional. Buscetta foi o delator mais infame da Cosa Nostra, condenando centenas de mafiosos à prisão, tendo paticipação importante no fim da organização criminosa. Foi preso duas vezes no Brasil e torturado pela ditadura militar, foi extraditado para a Itália, onde uma guerra interna da máfia siciliana vitimou amigos próximos e familiares, e acabou por tomar o caminho mais desprezível de um membro da máfia: denunciar os seus irmãos. Sua contribuição para a justiça lhe rendeu nova vida e identidade, a punição para o delator era nada mais, nada menos do que a morte.
Para entender os perigos de ser um mafioso delator, publicamos aqui no blog a lista de normas da Cosa Nostra. Chamado de "Decálogo da Máfia", este documento foi revelado apenas em 2007, depois da prisão de Salvatore Lo Piccolo, que acredita-se ter sido o grande chefe da máfia siciliana durante décadas. Este "Decálogo da Máfia" foi retirado do livro Listas extraordinárias, de Shaun Usher, que também acaba de ser lançado pela Companhia das Letras. Confira.
Juro ser fiel à Cosa Nostra. Se eu trair, meu corpo deve ser queimado - assim como esta imagem está queimando.
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