Mario Quintana e a poesia minimal, por João Anzanello Carrascoza
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Arnaldo Antunes certamente é um dos nomes mais conhecidos dentre os vencedores do Prêmio Jabuti deste ano. Cantor, compositor e artista visual, publicou em 2015 a coletânea de poemas Agora aqui ninguém precisa de si, sua estreia na Companhia das Letras. O livro ficou com o primeiro lugar da categoria Poesia no Prêmio Jabuti.
O tempo e o espaço, a insignificância e a morte são os principais temas deste volume de inéditos, poemas que oscilam entre o humor e a desilusão. Alternando poemas em verso e visuais, fotografias e “prosinhas”, a obra é marcada pela pluralidade, pelo registro pop e pela sonoridade, tão próprios ao artista, que assinou também o projeto gráfico do livro. Um diálogo sensível e desafiante com o homem contemporâneo.
Arnaldo Antunes também faz do livro uma obra visual. Em entrevista para O Estado de S. Paulo, o autor afirma ser apaixonado pela caligrafia, bastante explorada em seus poemas, pois "expressa sugestões de sentidos que vão para além daquilo que as palavras grafadas estão expressando. E tem essa coisa de ser uma extensão do corpo, porque incorpora o gesto, a velocidade, o tremor da mão, a espacialização das palavras no papel.”
Ouça um dos poemas de Agora aqui ninguém precisa de si.
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Em Um homem bom, Waldomiro J. Silva Filho cria uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.
Errata da primeira edição de "Trincheira tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio"