Mario Quintana e a poesia minimal, por João Anzanello Carrascoza
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo

Inês, de Roger Mello e ilustrado por Mariana Massarani, já havia conquistado vários prêmios antes de ser escolhido o melhor livro infantil do ano pela Academia Brasileira de Letras. Primeiro colocado do Prêmio Jabuti na categoria Infantil, ganhou em outubro o prestigiado selo White Ravens, concedido anualmente pela International Youth Library, de Munique, na Alemanha, e Roger Mello também recebeu em 2014, na categoria ilustração, o Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantil. O livro também tinha vencido a categoria Criança Hors-Concours da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil).
Inês conta a saga de amor proibido entre Inês de Castro e Pedro, príncipe de Portugal. Assassinada por ordens do rei, ela foi coroada após a morte. Em tom poético, entre a realidade e a ficção, o leitor adentra a história pela voz da menina Beatriz, filha do casal: “Quando eles se conheceram, eu andava escondida no meio de outras coisas. Curva de brisa, alga vermelha, briga de passarinho. Eu ainda não era uma vez”.
Apesar da história trágica e melancólica em que Inês é baseada, o livro possui um tom leve ao apresentar a narrativa para os pequenos leitores. Segundo Graça Ramos, em resenha escrita para O Globo, "o visual flui com [...] delicadeza, mas os traços de Mariana agregam a personagens e cenas um sentido de humor que impede a narrativa de se tornar melancólica, característica da história original. Esta inteligência sensível transforma o tétrico em ternura e aproxima ainda mais os leitores do sentido de encantamento transmitido pela narradora.”
Conheça mais sobre Inês lendo um trecho do livro.
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Em Um homem bom, Waldomiro J. Silva Filho cria uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.
Errata da primeira edição de "Trincheira tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio"