Mario Quintana e a poesia minimal, por João Anzanello Carrascoza
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo

Foi concedido na tarde de hoje em Lisboa o Prêmio Camões para Raduan Nassar. A distinção consagra o paulista de Pindorama (1935) como um dos mais altos momentos da nossa língua. Mais do que merecido. Com uma obra absolutamente imprescindível -- o romance Lavoura arcaica, a novela Um copo de cólera e as histórias de Menina a caminho —, Raduan tornou-se um clássico instantâneo já em 1975, quando publicou Lavoura arcaica. Estavam ali os elementos de uma arte poderosa, que trabalhava o idioma de forma olímpica e poética, tratava das relações familiares e dos afetos, recontava, de forma sutil, a trajetória da imigração e expunha a tensão (social, cultural, emocional) entre o campo e a cidade. Um marco.
Com o Prêmio Camões, Raduan fica ao lado de outros grandes de Brasil e Portugal, como João Cabral de Melo Neto, José Saramago, Jorge Amado, Antonio Candido, Lygia Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro, Ferreira Gullar, Mia Couto e outros formidáveis criadores de mundos e de palavras em nossa língua.
A Companhia das Letras, em nome de seus editores e funcionários, gostaria de parabenizar o autor e externar o seu imenso orgulho pelo privilégio de publicar as obras de Raduan Nassar.
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Em Um homem bom, Waldomiro J. Silva Filho cria uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.
Errata da primeira edição de "Trincheira tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio"