As cartas fazem parte dos gêneros textuais trabalhados no Ensino Fundamental no Campo da Vida Cotidiana. E por um bom motivo: elas oferecem uma oportunidade de exercitar a escrita e a leitura como uma prática social (já falamos sobre isso nesta matéria).. É preciso pensar na mensagem, no destinatário, na linguagem adequada. E ainda se familiarizar com toda uma gramática própria, que inclui pensar sobre a materialidade: selos, envelopes, tipo de papel…
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Na literatura, as cartas também inspiram histórias. Veja alguns livros em que elas marcam presença:
Cartas para um monstro (Brinque-Book, 2026), com texto de Patricia Forde, ilustraçõees de Sarah Warburton e tradução de Gilda de Aquino

Sofia já estava desconfiava de que um monstro estava escondido debaixo de sua cama… e tem uma ideia: escreve uma carta pedindo para que ele saia imediatamente dali! E o monstro, educadamente, responde. Assim, começa uma troca de correspondências improvável, que vai, aos poucos, construindo uma amizade entre a menina e seu ex-hospedeiro indesejado, que compartilha com ela, através das cartas, todas as suas aventuras.
O carteiro chegou (Companhia das Letrinhas, 2007), de Allan Ahlberg com ilustrações de Janet Ahlberg e tradução de Eduardo Brandão

Quem vem chegando com seu uniforme azul? É o inconfundível carteiro da comarca, que se tornou protagonista deste clássico infantil. Ele vem carregando um monte de cartas a serem entregues para personagens de contos já consagrados: Cachinhos Dourados e os três ursos, Cinderela, João e o Pé de Feijão. Essas cartas guardam com os mais variados tipos de conteúdo: de convite a cartão postal, de catálogo de vendas a notificação judicial – e nesse caso, o destinatário não poderia ser outro senão o Lobo Mau. O mais legal é que os próprios leitores podem descobrir por si mesmos o que cada envelope carrega…
O carteiro encolheu! (Companhia das Letrinhas, 2020), de Allan Ahlberg com ilustrações de Janet Ahlberg e tradução Eduardo Brandão

Este livro vem acompanhado de uma lupa. E por uma boa razão: é que o carteiro ficou pequenininho! Acontece que um chocalho gigante o atinge em cheio. E então, ele começa a viver experiências, no mínimo inusitadas, como tomar um chá com Alice no País das Maravilhas ou caminhar com Dorothy pela Estrada dos Tijolos Amarelos…
O Natal do carteiro (Companhia das Letrinhas, 2010), de Allan Ahlberg com ilustrações de Janet Ahlberg e tradução de Eduardo Brandão

No Natal, só existe uma pessoa que trabalha tanto (ou talvez até mais!) do que o Papai Noel: o carteiro. Nesta nova visita a personagens de contos de fadas, ele vai distribuir votos de boas festas - e presentes. Mas não para por aí: é o carteiro quem tem que levar à fábrica da família Noel os milhares de pedidos das crianças. Será que ele vai dar conta de tudo?
O urso carteiro (Brinque-Book, 2025), de Julia Donaldson e Axel Scheffler com tradução de Adriane Piscitelli

O urso quer comemorar seu aniversário ao lado dos amigos. Então, ele mesmo escreve as cartas-convites e saí por aí para distribuí-las. Ele passa ao lado do sabugueiro, pela lagoa e pelo morro verdinho e volta logo para casa para dar conta dos preparativos. Aos poucos, os convidados para a festa vão se revelando… E as abas ajudam os pequenos leitores a sentir a emoção de descobrir o que está nas cartas e quem está por trás das portas.
Uma carta para o pirata (Companhia das Letrinhas, 2022), de Mari Bigio com ilustrações de Rodrigo Chedid

O pirata estava decidido a mudar de vida. Não perder mais tempo sonhando com sereias, deixar para trás a pilhagem e se dedicar à pescaria e à tranquilidade. Até nadar, coisa, que ele nunca soube, o pirata resolveu aprender. A tripulação estava ainda tentando se acostumar a essa nova fase do capitão… Até que o motivo das mudanças repentinas é revelado por uma carta.
A carta do Gildo (Brinque-Book, 2018), de Silvana Rando

Quando a girafa Catarina muda de escola, ela escreve aos antigos colegas contando sobre a novidades. E toda a turma do Gildo se mobiliza para escrever cartas para a amiga. Só tem um problema: a bolsa do carteiro está furada! E as correspondências acabam se espalhando… Todos os amigos começam a receber respostas a suas cartas, menos Gildo. E agora?
(Texto: Naíma Saleh)