A criança e o exercício de descoberta do mundo
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Não é segredo: o isolamento e o distanciamento social provocados pela pandemia de covid-19 tem nos levado a uma série de sentimentos, emoções e reflexões sobre o presente e o futuro. Vida, morte, solidão, saudades, abraços, medo, angústia, introspecção, reconhecimento de pequenos gestos, ressiginificação do que realmente importa e valorização de situações que antes nos pareciam tão corriqueiras... Como você descreveria esses dias? Quais seriam as cores que pintam seu cotidiano e suas reflexões durante a pandemia?
Foi este convite que a Companhia das Letrinhas e a Pequena Zahar fizeram a uma série de artistas brasileiros, que retratassem em imagens o que, às vezes, nos falta palavras para descrever. O resultado é o projeto Cores da Quarentena, um álbum de ilustrações com a leitura de 35 artistas, ou melhor, uma galeria de olhares, como explica Mell Brites, editora da Companhia das Letras.

(Ilustração de Daniel Almeida)
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“São as mais variadas experiências de isolamento vividas ou imaginadas por cada um dos autores participantes. A ideia é, com essas cores, traços e texturas, propiciar um momento de reflexão e fruição”, comenta Mell, que se inspirou na leitura de um artigo da revista norte-americana The New Yorker, com trabalhos de ilustradores pelo mundo sobre esse momento.
Os artistas brasileiros abraçaram a ideia e deram suas próprias leituras nessa emocionante galeria. “A imagem, a ilustração, têm um canal direto com o mundo emocional. As reações despertadas são espontâneas, profundas, verdadeiras. Minha impressão é de que esse pode ser mesmo um canal inspirador para olharmos para si e para o outro num momento tão difícil e particular. Pode ser um elemento que nos provoca, mas também nos estimula a refletir”, explica Mell. Não seremos os mesmos de antes. E isso, certamente, terá reflexos na arte.
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