Mario Quintana e a poesia minimal, por João Anzanello Carrascoza
Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Na noite da última terça-feira (05/12) foi realizada a entrega do Prêmio Jabuti 2023 no Theatro Municipal de São Paulo. Entre os finalistas, estavam dezessete livros da Companhia das Letras, sete dos quais foram laureados.

Engenheiro fantasma, de Fabricio Corsaletti, foi o grande vencedor da noite, premiado nas categorias de Poesia e Livro do Ano. O livro traz 56 poemas inusitados e inventivos, onde o autor veste a máscara de Bob Dylan e narra uma temporada de exílio voluntário que o genial letrista norte-americano teria supostamente vivido em Buenos Aires em algum período não-especificado deste século.
Nascido em Santo Anastácio, São Paulo, em 1978, Fabrício Corsaletti é autor de quase vinte livros, abrangendo diversos gêneros. Entre suas obras, destacam-se Esquimó, uma coletânea de poesias publicada pela Companhia das Letras em 2010, que recebeu o prêmio Bravo! de Literatura. Além disso, Corsaletti contribuiu para a literatura infantil com títulos como Zoo zoado (2014), Poemas com macarrão (2018) e Pão na chapa (2022), todos lançados pela Companhia das Letrinhas.
Além de Poesia e Livro do Ano, livros da Companhia das Letras também foram premiados em outras seis categorias. Confira abaixo todos os nossos vencedores!
Crônica
Por quem as panelas batem, de Antonio Prata
Juvenil
Óculos de cor: ver e não enxergar, de Lilia Moritz Schwarcz e Suzane Lopes
Poesia
Engenheiro fantasma, de Fabrício Corsaletti
Romance literário
Os perigos do imperador: um romance do Segundo Reinado, de Ruy Castro
Biografia e reportagem
Poder camuflado: os militares e a política, do fim da ditadura à aliança com Bolsonaro, de Fabio Victor
Ciências
Emergência climática: o aquecimento global, o ativismo jovem e a luta por um mundo melhor, de Matthew Shirts
Livro Brasileiro Publicado no Exterior
Alfaguara, And Other Stories

Nos 120 anos do autor, celebramos sua obra marcada pelo humor, pela espirituosidade e pelo lirismo
Em Um homem bom, Waldomiro J. Silva Filho cria uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.
Errata da primeira edição de "Trincheira tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio"